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29/06/2017

Mariela Rocha “LACNIC tem desempenhado um papel de liderança na comunidade”

Sua primeira vinculação com LACNIC foi quase por acidente, para substituir a uma pessoa que não podia comparecer nada menos que à primeira reunião da comunidade regional da Internet, LACNIC I, quando a organização estava sendo criada em 2002.

Mas desde aquele dia, a vida profissional de Mariela Rocha ficou vinculada à comunidade do Registro Regional da Internet para a América Latina e o Caribe. E nesses 15 anos de LACNIC, tem participado ativamente da maioria das reuniões e fóruns da organização, além de ter ocupado a posição de chair do Fórum da América Latina do IPv6 e da IPv6 Task Force da América Latina y o Caribe de 2006 a 2011. A partir de 2011, faz parte do Comitê de Avaliação do FLIP6.

15 anos atrás, qual era sua relação com o mundo das TIC?

15 anos atrás dava meus primeiros passos no mundo das TIC, principalmente em redes de maiores dimensões. Tinha começado a me envolver no mundo TCP/IP e UNIX, fato que me abriu as portas para o mundo das redes acadêmicas nacionais do meu país.

Quando começou a sua relação com LACNIC e como?

Existe uma anedota bem particular a esse respeito. No final de 2000, trabalhando na rede de uma universidade de alcance nacional, fui convidada a participar de uma reunião em substituição de outra pessoa que não podia concorrer. Tratava-se da primeira vez que participava de um evento de caráter nacional. Era nada menos que LACNIC I, em Buenos Aires, quando o RIR estava em processo de criação. Naquele momento, o assunto me surpreendeu, embora fossem meus inícios no mundo das TIC. Em 2003 tive minha primeira participação ativa no evento de LACNIC V, em Havana, Cuba. E a partir dai, começou uma relação de trabalho e colaboração muito intensa e enriquecedora com a comunidade toda.

-Que papéis você exerceu na comunidade de LACNIC? Satisfez as suas expectativas? Que aspectos você destacaria?

– Na comunidade de LACNIC participei como oradora, instrutora de tutoriais e palestrante, além de participar nos fóruns de políticas e assembleias. Também fui moderadora do Fórum da América Latina do IPv6 (FLIP6) durante 6 períodos (2006 a 2011).

Minhas expectativas não apenas foram satisfeitas, mas também depois de tantos anos, posso garantir que a comunidade de LACNIC continua sendo o espaço que mais satisfações tem dado a minha carreira.

Destaco com muita ênfase a diversidade, os processos de baixo para cima, e principalmente, a colaboração fornecida à comunidade, peça chave para avançar no mundo das TIC.

Que papel acredita que a comunidade de LACNIC teve na administração dos recursos de numeração nesses 15 anos?

Tem desempenhado um papel de liderança. Não apenas por ser o ator principal na administração dos recursos, mas também porque atua respeitando um processo de políticas e trabalha na implementação de tecnologias que colaboram para uma melhor administração e uso de recursos (por exemplo, IPv6, RPKI).

Que aspectos identificam à comunidade de LACNIC?

A comunidade de LACNIC se identifica com a mistura de culturas, devido às culturas próprias de cada país e às culturas herdadas pelos processos de imigração que recebeu a nossa região. Mas o que mais a identifica é o calor latino, um tempero difícil de encontrar em outras regiões.

Como imagina você a governança da Internet em 15 anos?

A forma como imagino a governança tem muito a ver com como eu quero que seja. Eu imagino uma governança com os papeis bem definidos e identificados, fato que hoje, em vários aspectos, ainda não conseguimos perceber. Eu imagino uma Internet segura, mas livre e aberta que continue dando lugar à inovação, como tem sido até agora.   Que a Internet seja livre é uma qualidade enorme e não deveria se perder.