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Segurança cibernética

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30/10/2019

Sinergias para enfrentar o crime cibernético

Com o intuito de fortalecer a cooperação entre os atores regionais de segurança informática, ou seja, autoridades responsáveis pelo cumprimento da lei (chamados LEAs) e a comunidade técnica da Internet, foi realizado um encontro com cerca de 30 especialistas durante o evento LACNIC 32.

Promovida pelo LACNIC, a jornada visou encontrar pontos em comum e criar sinergias futuras entre os representantes dos diferentes atores envolvidos.

A jornada de trabalho incluiu a apresentação de investigações que mostram o aumento e o volume dos ataques cibernéticos, bem como uma maior sofisticação desses ciber criminosos.

“Cada vez é maior o número de crimes cometidos através das redes informáticas, e, nesse sentido, podemos falar não apenas de sistemas informáticos, senão de plataformas de Internet e de redes sociais”, comentou Kevon Swift – líder de Relações Estratégicas e Integração do LACNIC.

Durante as palestras foram apresentados relatórios sobre o panorama tecnológico e seu impacto no trabalho das agências responsáveis pela aplicação da lei, bem como as tendências atuais em cibersegurança.

Carlos Martínez, gerente de Tecnologias do LACNIC, apresentou um trabalho sobre o ecossistema da Internet e sobre como os atores da rede podem dar apoio aos LEAS. Completaram essa palestra Rodrigo de la Parra, vice-presidente da ICANN, e Shernon Osepa, manager da Internet Society (ISOC) para América Latina e o Caribe.

Por sua vez, Graciela Martínez, líder do WARP do LACNIC, compartilhou, junto ao seleto número de participantes do encontro, um relatório sobre os ciber incidentes e a função dos CSIRTs para apoiar os inquéritos policiais.

Swift apontou que a falta de conhecimento sobre temas técnicos e de governança dificulta muitas vezes a atuação dos agentes responsáveis pelas investigações criminosas realizadas através da Internet.

Forneceu-se informação sobre como aproveitar o trabalho dos CSIRTs para mitigar ataques ou arrecadar evidência para apoiar o processo judicial destes incidentes.

 “Queremos continuar melhorando o vínculo com estes grupos e no futuro identificar tópicos específicos para trabalharmos juntamente com os atores da segurança pública”, enfatizou Swift.