LACNIC aproxima o IPv6 aos tomadores de decisões em Belize

20/09/2018

Operadores, tomadores de decisões de instituições públicas e privadas e autoridades TIC de Belize estiveram alinhados com a implementação e promoção do IPv6 proposto por LACNIC durante reuniões mantidas com seu diretor executivo, Oscar Robles, e o líder de relações estratégicas e integração, Kevon Swift, em uma turnê do RIR da América Latina e o Caribe por esse país caribenho.

A visita de Robles e Swift a Belize procurou acelerar os planos para a implementação do protocolo IPv6 naquele país. Ambos mantiveram reuniões com profissionais influentes no campo da tecnologia da informação em Belize, a fim de alertar a comunidade local sobre a relevância estratégica de uma implementação eficaz do IPv6.

Robles, em suas reuniões com funcionários do governo e executivos de empresas de telecomunicações e provedores de Internet, colocou o foco nas quatro razões principais para implementar o IPv6.

A primeira é a rastreabilidade dos recursos com tecnologia IPv6. Nesse sentido, ele disse que a ideia é garantir a rastreabilidade dos recursos com a possibilidade de mapear cada dispositivo com um endereço IPv6. Isso reduz possíveis planos de vigilância em massa das pessoas, respeitando sua privacidade, e permite, em caso de ataques ou hackers, perseguir os responsáveis de maneira eficaz.

O segundo argumento apresentado pelo diretor executivo de LACNIC é que já não há endereços IPv4 – apenas 3 milhões para 300 milhões de pessoas sem Internet na América Latina e o Caribe – portanto, para tentar reduzir o fosso digital deve-se necessariamente recorrer a blocos IPv6.

O terceiro ponto está ligado ao desenvolvimento da Internet das Coisas, Smart Cities ou planos da Indústria 4.0. Qualquer iniciativa nessa direção que os Estados desejem promover precisará do IPv6. As possibilidades de impulsionar os setores industriais dependerão do IPv6, bem como as melhorias no gerenciamento de tráfego ou uso de energia mediante o uso das TICs.

Finalmente, o diretor de LACNIC garantiu que adiar a implementação do IPv6 em um país o expõe a receber quantidades de equipamentos obsoletos ou com vida operacional limitada, transformando o país em um depósito de lixo tecnológico. Promover a implementação do IPv6 pode reduzir a incorporação de equipamentos obsoletos, em especial equipamentos de rede, pelo que governos e desenvolvedores de políticas públicas devem garantir diretrizes para equipamentos, soluções e projetos com suporte IPv6.

Swift disse que viu a comunidade de Belize muito sensibilizada com o IPv6. Em relação às reuniões com funcionários do governo, foi reforçada a ideia de cooperação em vez de regulamentação na hora da implementação do IPv6, usando como modelo a aliança do IPv6 na Argentina. Da mesma forma, foi dada ênfase especial ao uso do IPv6 nos planos do governo para tornar os serviços públicos digitais e, assim, gerar demanda por soluções com suporte IPv6.

A turnê incluiu encontros com os mais altos funcionários do regulador das telecomunicações de Belize; o ministro das TICs; Central Information Technology Office (CITO) de Belize – os responsáveis pela digitalização do setor público e do governo eletrônico; a associação para profissionais de TIC em Belize; os membros do Belize Internet Exchange Point (BIXP); e com alguns grandes e estratégicos associados de LACNIC, incluindo a Belize Telemedia Ltd (BTL), Smart Networks/Speed Net, Centaur Cable e Alternative Networks.

 

 

 

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