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07/02/2019

Webinar sobre como implementar o IPv6 com Mapping Address Translation

LACNIC organizou seu primeiro webinar de 2019 em parceria com a empresa Cisco, com o objetivo de promover a implementação do IPv6 na região da América Latina e o Caribe.

Mais de 200 pessoas participaram deste fórum on-line que buscou aproximar o mecanismo de transição Mapping Address Translation (MAP) aos profissionais e técnicos da comunidade de LACNIC.

 MAP é um mecanismo que na nossa região, se comparado com outras, não é tão popular. No entanto, é uma ferramenta extremamente útil para a transição para o IPv6, comentou Alejandro Acosta, engenheiro da área I+D de LACNIC, na abertura da capacitação técnica, que durou 90 minutos.

Copo cheio e copo vazio De acordo com as estatísticas apresentadas por LACNIC neste webinar, os países com maior penetração nos usuários finais com IPv6 são o Uruguai com 32%, o Brasil com 27%, o México com 23.7%, o Equador com 19.92% e Trinidad e Tobago com 18.78%. Da mesma forma, no ano passado, LACNIC designou 1.434 prefixos e blocos IPv6 a membros da região.  No entanto, muitas dessas organizações e empresas não estão usando os endereços IPv6 recebidos de LACNIC; MAP em alguns casos, pode ser um catalisador para incentivar a implementação do IPv6 em muitas redes, afirmou Acosta.

Essa pode ser uma das razões pelas quais o conteúdo no IPv6 está sendo hospedado em sites fora da região. Em novembro do ano passado, 66% dos sites apontavam para endereços IPv6 de fora da região de LACNIC e em janeiro de 2019 esse número aumentou para 78%. “Os sites estão sendo hospedados em datacenters que não se encontram na América Latina e o Caribe. Infelizmente é conteúdo que sai da nossa região causando perdas cambiais e oferecendo um rendimento menor aos usuários da Internet”, alertou o engenheiro de LACNIC.

A transição dos provedores de serviços da Internet do IPv4 para o IPv6, não depende apenas da versão 6 do protocolo, mas também de uma comunicação adequada que garanta a interação do IP versão 4 e 6 no mesmo domínio. Para conseguir uma comunicação satisfatória entre as duas versões do IP, é que mecanismos de tradução como o MAP são usados.

Juan Flores Cibrián, engenheiro de suporte da Cisco, aprofundou sobre os aspectos técnicos do MAP, incluindo suas duas variantes (MAP-E e MAP-T) e suas vantagens e desvantagens. Cibrián apontou que essa ferramenta permite conectar hosts IPv4 através de domínios IPv6 por meio de um mecanismo que executa uma dupla tradução, isto é, do IPv4 para o IPv6 e vice-versa.

Como é costume nos webinars de LACNIC, uma demonstração ao vivo foi feita no final. Nesta oportunidade, o especialista da Cisco demonstrou como configurar o MAP e fez sua respectiva análise de capturas. Os interessados nesses aspectos podem ver o vídeo do webinar aqui.