Prêmio Trajetória 2012 do Lacnic

23/11/2012


Dez personalidades distinguidas como líderes da Internet na América Latina e o Caribe

Pela primeira vez na história foram destacados simultaneamente os dez líderes da comunidade da Internet da América Latina e do Caribe pelas suas contribuições relevantes e contínuas realizadas em prol do desenvolvimento da Sociedade da Informação na região.

Trata-se de dez personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da Internet na região na última década e que foram distinguidos com o Prêmio Trajetória 2012 outorgado pelo Registro de Endereços da Internet Para América Latina e o Caribe, Lacnic.

Os líderes premiados provêm de áreas muito diversas e representam todas as regiões do continente: Valeria Betancourt (Equador), Luis Furlán (Guatemala), Marcos Galperín (Argentina), Demi Getschko (Brasil), Anthony Harris (Argentina), Bernadette Lewis (Trinidad e Tobag), Ben Petrazzini (Argentina), Loretta Simon (Granada), José Soriano (Peru) e Edmundo Vitale (Venezuela).

A Diretoria do Lacnic considerou importante distinguir estas dez pessoas por seu esforço devotado durante longo tempo ao desenvolvimento da Internet e pelo exemplo que significam para o resto da comunidade.

As personalidades premiadas distinguiram-se pelas suas contribuições em empreendimentos particulares, trabalhos com a sociedade civil, impulsos de políticas públicas sobre Internet, investigação e trabalhos acadêmicos vinculados à Sociedade da Informação, criação de comunidades e desenvolvimento da infraestrutura e avanços tecnológicos.

A seguir, a palavra dos ganhadores depois de receber o galardão durante uma emotiva cerimônia realizada em Montevidéu no âmbito da celebração dos dez anos da criação do Registro Regional da Internet da América Latina e do Caribe, Lacnic.

Marcos Galperín (Argentina)

Fundador e CEO de Mercado Libre.com, um dos empreendimentos particulares melhor sucedidos da América Latina e do Caribe.

Que sensação o senhor teve ao receber o Prêmio Trajetória 2012?

Sempre é muito gratificante receber distinções. Definitivamente, elas são um estímulo para continuar esforçando-se e trabalhando como até hoje.

Durante o encontro da LACNIC falou-se sobre os objetivos alcançados nestes primeiros dez anos de vida da organização. Que desafios o senhor considera como os principais para o futuro do desenvolvimento regional da Internet?

Temos múltiplos desafios no futuro, um dos principais tem a ver com o desenvolvimento tecnológico da nossa plataforma. Recentemente anunciamos a concretização da abertura das nossas APIs. Isto vai permitir que milhares de desenvolvedores de toda a região possam criar soluções que melhorem nosso negócio. Ao abrir a plataforma, permitimos que outras empresas criem negócios sobre nosso ecossistema. Também o crescimento da Internet virá acompanhado dos telefones celulares, cujo acesso e capacidade de conexão aumentarão exponencialmente em toda a região. Nós estamos preparados para essa tendência, pois contamos com aplicações móveis para todos os sistemas operativos e vemos com entusiasmo um aumento das transações geradas nestes dispositivos.

Anthony Harris (Argentina)

Diretor Executivo da Cámara Argentina de Internet (CABASE) e da Federação Latino-Americana e do Caribe para Internet e o Comércio Eletrônico.

Que sensações Você teve ao receber o Prêmio Trajetória 2012? Como Você celebrou a notícia?

Foi uma honra receber essa distinção. Lamentavelmente, estava doente nesse momento e não pude viajar ao Uruguai para estar na cerimônia. Obviamente, fiquei muito contente por ter sido escolhido para um prêmio tão importante.

Durante o encontro do LACNIC foram mencionados os objetivos alcançados nestes primeiros dez anos de vida da organização. Segundo Você, quais os principais desafios para o futuro desenvolvimento regional da Internet?

Acho que a Internet, na sua versão legacy (quer dizer, baseada no acesso desde PC, laptop, cyber café ou telecentro) tem conseguido uma penetração significativa na nossa região, que tem produzido até numerosos inovadores relacionados com o e-commerce, conteúdos, serviços e conectividade. Opino que os principais desafios para o futuro do desenvolvimento regional da Internet são: investimento na instalação de fibra óptica, para melhorar a conectividade nos países da região; após a experiência bem sucedida dos NAPs em vários países, passar a uma interconexão de NAPs em nível regional; o desenvolvimento da infraestrutura 4G móvel, para acompanhar a crescente demanda de acesso móvel à Internet, que com certeza será o sector onde mais aumentará o uso da Internet no futuro imediato; incrementar esforços para obter uma maior inclusão social, que acompanhe os avanços mencionados, e que evite um aprofundamento da exclusão digital; apoiar e preservar o modelo multistakeholder, tanto da ICANN como do LACNIC.

Loretta Simon (Granada)

Diretora de ICT do Governo de Granada. Desempenha um papel importante em temas de Sociedade da Informação e TICs e Educação no Caribe.

Gostaríamos de saber quais são seus sentimentos em relação com a obtenção do Prêmio Trajetória, numa noite tão especial como o décimo aniversário do Lacnic.

Devo dizer que foi uma agradável surpresa quando há duas semanas recebi um e-mail de Raúl [Echeberría] parabenizando-me pelo prêmio. Vim até aqui ainda sem saber se eu era a pessoa indicada… Acho simplesmente que foi incrível demais. Senti muito orgulho. Aceitei o prêmio não por mim, mas em nome do meu país e o resto do Caribe. Trabalhamos juntos no Caribe, colaboramos em projetos e esforços para desenvolver a Internet na região de maneira integral, então foi realmente uma lição de humildade enquanto sentia uma grande honra pela premiação.

Quais são os principais desafios para os próximos dez anos?

Pelo que tenho visto, o Lacnic fez um grande trabalho. Este impactou no desenvolvimento da Internet na região. Do meu ponto de vista, não sabemos aonde vai nos levar a Internet nos próximos dez anos pela sua dinâmica e a rapidez com que muda. Espero que o Lacnic possa manter este ímpeto e continuar com o trabalho que vem desenvolvendo. É um desafio manter-se atualizado com as novas tecnologias e garantir que Latino-América e o Caribe não fiquem postergados: Ainda existem países que estão atrasados e há muitos lugares nos nossos países onde existe acesso nulo ou muito restrito. Opino que nosso trabalho e desafio consistirão em garantir que, dentro dos próximos dez anos, Latino-América e o Caribe estejam no mesmo nível que o resto do mundo desenvolvido.

Como é a realidade de Granada – país tão pequeno- quanto ao acesso à Internet?

Como Diretora de ICT preoupei-me no último ano com fornecer pontos de acesso na maioria das áreas rurais do país. Nas escolas temos laboratórios de computação com acesso à Internet, mas uma criança sozinha não tem acesso e as comunidades pobres tampouco. Estamos desenvolvendo uma plataforma de governo eletrônico e, para que as pessoas possam efetuar as transações, necessitam ter acesso. Se não o possuem em casa, então temos que garantir o acesso através destes pontos.

Ben Petrazzini (Argentina)

Coordenadora do Programa de Crescimento Inclusivo do Centro de Internacional de Investigações para o Desenvolvimento (IDRC) de Canadá.

O que Você sentiu quando recebeu o prêmio à Trajetória 2012?

O prêmio chega num momento muito particular porque completo dez anos no Uruguai, dez anos no IDRC, dez anos liderando uma iniciativa na área de conectividade nas Américas e, de certa forma, encerra-se um ciclo na região, onde tratamos de contribuir com projetos e atividades que foram seminais para muitos desenvolvimentos feitos depois em relação com as novas tecnologias. Assim, o prêmio foi muito comovedor. Se tivesse chegado noutra etapa do processo quiçá não tivesse significado isto, mas neste momento está sendo encerrada uma etapa e o prêmio foi uma chave de ouro para o que tentamos realizar. Foi também um reconhecimento para todas as pessoas que trabalharam comigo no IDRC: Nada do que eu fiz tivesse sido possível sem a equipe de colaboradores e o apoio incondicional recebido do Canadá para realizar projetos que, às vezes, pareciam malucos, arriscados e incompreensíveis. Um deles foi o financiamento do manejo de lixo eletrônico, há seis anos, antes que esse tipo de lixo existisse. Houve outras atividades muito inovadoras, como novos modelos de negócios na área da música, etcétera. O prêmio resultou impactante, não só para mim, mas para a organização.

Quais os principais desafios dos próximos anos?

Em nível regional, as novas tecnologias entraram com força no mundo privado, na educação particular, na saúde privada e, muito especialmente, nas grandes empresas. O grande desafio é atingir um nível similar de adopção e de integração e de benefícios no âmbito público e no mundo particular. Na área mesma da internet, acho que os desafios têm a ver com que Internet transformou profundamente as estruturas sociais, econômicas e políticas, abrindo grandemente essas estruturas. Hoje a economia é muito mais transparente, também os sistemas de justiça. Aquilo que antes era manipulado em salões escuros hoje está à vista de todo o mundo. Isto apresenta enormes vantagens, mas desafios do mesmo tamanho. Eles têm a ver com a privacidade das pessoas, a intimidade do sujeito, a vulnerabilidade dos minores, a segurança de grupos vulneráveis e a incidências dos mais poderosos. Assim, internet empodera a muitos, mas também os faz mais vulneráveis. Considero que o desafio está em encontrar balanços, que seja evitado o abuso de poder e que os mais fracos possam ter uma voz e uma fortaleza que antes não tinham.

José Soriano (Perú)

Pioneiro da Internet no Peru. Impulsor da Rede Científica Peruana, que fez maciço o uso da Internet nesse país.

Que significa este reconhecimento no âmbito dos dez anos do Lacnic?

Não é um reconhecimento pessoal, mas para dezenas ou centenas de pessoas que trabalharam conosco para que pudéssemos realizar os desenvolvimentos que concretizamos. Também significa que muitas das coisas que nós achávamos impossíveis como, por exemplo, ter uma Casa de Internet, como estar todos juntos, como poder recuperar o dinheiro de nomes e números e que ele permaneça na região, concretizaram-se… Foi uma batalha muito dura. Todo o que fizemos foi em prol da internet e depois se refletiu no Lacnic. Estamos muito contentes. Pessoalmente, fico muito grato. Não creio merecer tanta coisa.

Quais os principais desafios para os próximos dez anos?

Ainda ficam muitos, por exemplo, a interconexão entre países para não depender todos dos Estados Unidos, ou a cobrança parcial: Pagar sé a metade do caminho nas comunicações. A América Latina é o único continente que paga o caminho inteiro. Devemos lembrar também que os países não estão formados somente pelas companhias, mas pelas maiorias, e as maiorias são pobres, temos que fazer coisas para que sejam também integradas… Mais inclusão, mais abertura, conseguir a infraestrutura faltante e continuar educando.

Demi Getschko (Brasil)

Diretor presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)

Que significa para o senhor ter recebido este reconhecimento?

É uma honra inesperada. Por outro lado é muito gratificante ver todos os que participaram desde o começo na iniciativa reunidos aqui. Essa mistura de honra e orgulho por receber isto -que não mereço- e a alegria de encontrar todos aqui. O esforço que por mais de dez, vinte anos, estamos fazendo nesta área deu frutos. Internet atualmente é uma realidade apoiada por toda a região Latino-Americana e do Caribe e, em minha opinião, para grande benefício da sociedade inteira. É muito gratificante saber que participamos de alguma coisa que beneficiou toda a comunidade latino-americana e caribenha.

Hoje se celebram as metas alcançadas nos passados dez anos, quais são os desafios mais importantes para os próximos dez?

Quando começou, o conhecimento da Internet era muito restringido. Primeiro na academia, no terceiro setor, depois nos governos, na área legislativa, nas telecomunicações, nas empresas… E atualmente como todos sabem que os modelos econômico e social vão nessa direção, existe uma grande tensão sobre o que vai acontecer no futuro com a rede. Em minha opinião, todos devemos lutar para que ela não perca suas características positivas; que continue evoluindo mas sendo aberta, com processos de abaixo para cima, com participação da base e que a comunidade continue apoiando à própria rede para que ela não sofra deformações nos próximos anos.

Luis Furlán (Guatemala)

Pioneiro de Internet da Guatemala. Ex-Presidente da Diretoria da RedCLARA, Cooperação Latino Americana de Redes Avançadas.

Que significa para o senhor ter recebido este prêmio, no âmbito do décimo aniversário do Lacnic?

Foi totalmente inesperado. Sempre me reuniu com todas estas pessoas que representam o máximo gabarito que teve a América Latina, excelentes profissionais, e pensei que os prêmios seriam somente para eles: Então para mim é uma honra imensa.

Qual a realidade em relação com o acesso a Internet na Guatemala?

Existem muitos problemas. Um deles é que temos um alto índice de analfabetismo, e para essas pessoas a Internet não presta. Porém, 10% da população possui conexão a Internet. Infelizmente, isto acontece sobre tudo na capital, no interior do país é difícil, mas acho que o problema não é realmente a conectividade. Temos um dos índices mais elevados quanto à possessão de celulares. Existe mais de um telefone celular per capita, então não é a questão da tecnologia, mas da educação das pessoas, que elas possam ler e escrever e aproveitar estas tecnologias.

Hoje foram mencionados os objetivos alcançados pelo Lacnic nesta primeira década, que resta por fazer? Quais são os principais desafios para o futuro?

Acho que a inclusão das populações menos favorecidas é o grande desafio. Em todos os países acontece algo muito similar: A cidade capital ou as cidades grandes possuem conexão, mas quando a gente vai para o interior é mais difícil. O outro desafio é técnico: O esgotamento dos números IP da versão quatro. Sinto que é muito pouca a conscientização realizada para a compreensão cabal do problema do esgotamento desses números. Acho que essa é uma missão importante que corresponde ao Lacnic.

Edmundo Vitale (Venezuela)

Membro Fundador e Gerente Geral da Fundação Escola Latino-Americana de Redes, coordenador Geral das Oficinas sobre Tecnologias de Redes Internet para América Latina e o Caribe.

Que significa ter recebido este reconhecimento numa noite como a de hoje, na que se celebram os primeiros dez anos de vida do Lacnic?

Nós desenvolvemos e organizamos um evento de formação de recursos humanos para toda a América Latina e temos completado 20 anos nessa função. Tudo o que possamos dar, e tudo o apoio que o Lacnic nos oferece, do ponto de vista do patrocínio, da organização de nossos eventos e da participação de instrutores e pesquisadores que colaboraram com nossos eventos, são perfeitamente bem-vindos. Para nós, a relação próxima entre o Lacnic e a Fundação Escola Latino-Americana de Redes é muito importante e queremos que continue no futuro e que aumente a capacidade de aproximação com todas as outras atividades que estamos desenvolvendo.

Como é a realidade da conectividade à Internet na Venezuela?

Atualmente está sendo modernizada, está num ponto médio de acordo com o que se observa na América Latina, em quantidade e qualidade de serviços. Não é superior, obviamente, a do Brasil, a do México, a da Argentina e a do Chile, mas eu diria que atrás destes países já começamos a oferecer serviços de bastante boa qualidade.

Qual o desafio mais importante para os anos vindouros?

A formação de recursos humanos foi, é e será sempre uma necessidade. A tecnologia avança numa velocidade vertiginosa, ou seja, também os conhecimentos e a formação de recursos humanos têm essa velocidade. Temos certeza de que teremos muitas pessoas interessadas em participar, vamos a oferecer oficinas bem mais próximas às realidades da tecnologia, tentando resolver estes problemas, sobre tudo nos países que mais o precisam.

Bernadette Lewis (Trinidad e Tobago)

Secretária Geral da Caribbean Telecomunications Union (CTU), órgão de cooperação regional intergovernamental do Caribe.

Que significa receber este prêmio?

Fico muda. Foi uma honra enorme. Sinto-me premiada pelo que realmente desfruto de fazer. Acho que Internet e as tecnologias da informação e da comunicação [TICs] podem transformar vidas e fomentar o desenvolvimento. Ter sido honrada por Lacnic, uma organização que vi crescer ao longo destes anos, é um aprendizado, estou muito agradecida.

Falou-se muito sobre as metas alcançadas nestes primeiros dez anos. Segundo a senhora, quais serão os desafios dos próximos dez?

O desafio está em resistir qualquer força que procure nos tirar da atual trajetória. Da perspectiva do Caribe, o Lacnic tem sido uma tremenda quantidade de trabalho e gostaríamos que continuasse assim, colaborando com a conscientização da comunidade caribenha para que participe mais no Lacnic. Acho também esse um grande desafio.

A comunidade caribenha está formada por ilhas, mas pela Internet estão todas interconectadas, como se não fossem ilhas. Por causa dessa geografia particular, a conectividade impacta de maneira diferente?

Isso apresenta seus próprios desafios, mas nossa visão é que estamos perfeitamente integrados: Internet e as tecnologias da informação e a comunicação permitem esse tipo de integração. Depende de nós agora capitalizar as oportunidades que Internet e as TICs oferecem, para realmente permitir que nossos países estejam completamente integrados em vários níveis.

Valeria Betancourt (Equador)

Diretora do Programa de Políticas de Informação e Comunicação da Associação para o Progresso das Comunicações.

Que sensações você teve ao receber o prêmio Trajetória 2012? Você comemorou com colegas vinculados à Internet no Equador?

A notícia me deixou feliz. Este prêmio, que me honra e emociona enormemente, significa um reconhecimento, não ao meu trabalho, mas a um esforço coletivo: O dos meus colegas da Associação para o Progresso das Comunicações, APC, e aquele de muitas pessoas da região com as que compartilhamos objetivos. O Prêmio Trajetória é uma iniciativa que nos engaja e estimula para o trabalho presente e futuro. Um reconhecimento tão importante como este reafirma meu compromisso e o do grupo com o que compartilho o ideal de democratizar o acesso -aberto e livre- à internet para todas as pessoas. Este reconhecimento reforça o desafio para alcançar as condições que possibilitem e garantam com equidade e justiça social o desenvolvimento e o exercício dos direitos humanos on line. Comemoramos o prêmio com meus colegas de APC em Bakú [onde foi realizado o último Foro de Governança de Internet] como um estímulo para continuar e intensificar nosso trabalho.

Durante o encontro do LACNIC foram mencionados os objetivos alcançados nestes primeiros dez anos de vida. Segundo sua opinião, quais são os principais desafios do futuro?

O LACNIC tem sido um ator chave para, entre outras coisas, propiciar e apoiar diálogos multisectoriais sobre políticas de TIC e governança de Internet na região. Um dos desafios mais importantes é consolidar esses diálogos e garantir sua concretização em ações multisectoriais. Outro dos desafios fundamentais para o futuro é preservar a Internet como um espaço aberto e livre. O LACNIC tem um papel muito importante em relação com isso e estou convencida que seu trabalho em defesa dos direitos humanos na Internet será frutífero.

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