Connect Américas “Um país sem plano de banda larga tem problemas”

03/08/2012


O investimento em infraestrutura em banda larga na região é chave para atender a demanda de conexões à Internet que será gerada nos próximos três anos além dos múltiplos usos que os usuários darão à rede, declarou o diretor executivo do LACNIC, Raúl Echeberría, durante a Cúpula Conectar as Américas, organizada pela União Internacional de Telecomunicações no Panamá, de 17 a 19 de julho passado.

Em breve, a América Latina e o Caribe terão mais usuários e todos com mais dispositivos e hábitos de uso imprevisíveis, pelo que “as necessidades de investimento em infraestruturas do setor público e privado serão bem maiores para poder se preparar para esse salto”, salientou Echeberría para um público qualificado durante o painel “O  Papel dos Governos no desenvolvimento da banda larga”.

O diretor executivo do LACNIC alertou ao público que a Internet está crescendo exponencial e rapidamente, e que atrás ficaram as predições realizadas há cinco anos sobre uma curva ascendente e linear sobre o número de novos usuários da rede. “Hoje há 240 milhões de usuários e em três anos irá adicionar outros 120 milhões, com dispositivos que vão se multiplicar e com hábitos imprevisíveis”, apontou Echeberría.

Precisamente, o ponto central, para Echeberría, são os hábitos imprevisíveis dos usuários. “Não podemos prever que uso vamos dar à rede em cinco anos. Há cinco anos não existia o Twitter, e quase ninguém tinha Facebook. Youtube também era uma experiência porém hoje 80% do tráfego da rede é o vídeo”, lembrou o diretor executivo do LACNIC.

Por isso exortou aos atores públicos e privados presentes na Cúpula a conceber estratégias de conexão o mais rápido possível. “Um país sem plano de banda larga tem problemas”, disse Echeberría.

Disponibilizou aos atores da região o trabalho dos colaboradores do LACNIC para continuar avançando na construção de capacidades para impulsionar a banda larga na América Latina e o Caribe. Um crescimento que permita não apenas a conexão para novos usuários mas também “que reduza o fosso e as assimetrias entre os países” da região.