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30/08/2017

Pontos de troca de tráfego reduzem taxas e aumentam a velocidade da Internet

Os mais de 55 pontos de troca de tráfego -chamados IXP- instalados na América Latina e o Caribe permitiram aproximar o conteúdo ao usuário final da Internet da região e impulsionaram uma redução das taxas ao mesmo tempo em que possibilitaram um aumento da velocidade de conexão, afirmou Ariel Graizer, presidente de CABASE e da LAC IX, a Associação de Pontos de Troca da Internet da América Latina e o Caribe (http://www.lac-ix.org/).

LAC IX é integrada por todos aqueles que operam pontos de troca de tráfego e também por sócios aderentes da comunidade que ajudam ao desenvolvimento do tráfego na região.

Os pontos de troca de tráfego melhoram a velocidade do usuário final e a disponibilidade da largura de banda por atacado, “assim é percebida uma melhoria muito grande na qualidade e são beneficiados por uma redução dos custos”, afirmou Graizer.

Na região há mais de 55 pontos de troca de tráfego, liderados pelo Brasil e a Argentina com mais de 20 cada um, entanto os outros países têm um, dois ou até três.

Um ponto de troca de tráfego é uma infraestrutura física por meio da qual provedores de serviços da Internet trocam o tráfego da Internet entre suas redes.   Os provedores de acesso e os provedores de conteúdo são beneficiados, acoutou Graizer, mas os maiores beneficiários são os atores de cada uma das regiões às quais esses operadores ou provedores de conteúdo estão conectados.

Como exemplo, lembrou da primeira experiência de instalação de um ponto de interconexão da CABASE (Argentina) entre Neuquén e o prestador de telefonia de San Martín de los Andes – que fica no meio dos Andes na Patagônia argentina a 400 quilômetros de Neuquén. “No momento de iniciar a operação, eles pagavam 1.200 dólares de custo por mega atacado por mês e hoje eles estão em menos de 20 dólares. Essa é uma grande mudança no preço e também mudou a disponibilidade da largura de banda, porque quando pagavam 1.200 dólares tinham 20 megas e hoje têm quase quatro gigas de largura de banda”, contou Graiser. Este IXP gerou nessa localidade uma mudança substancial na qualidade e disponibilidade da Internet.

Graizer reconheceu que o tráfego no IPv6 nos IXP da América Latina e o Caribe é ainda bem menor em relação ao tráfego no IPv4, embora admitiu que está crescendo. “Quanto mais conteúdo pomos no IPv6 mais tráfego é gerado, e cada vez há mais disponibilidade”, garantiu o presidente da LAC IX. “É uma tendência que está crescendo, não na velocidade que ainda queremos, mas está crescendo”, disse ele.

Confira a entrevista clicando em https://www.youtube.com/watch?v=Y3yDRQkjYRc