ICANN abrirá centro de relacionamento com a região na Casa da Internet

12/06/2013

O anúncio foi realizado por Rodrigo de la Parra, Vice-presidente da ICANN para a América Latina, e faz parte da Estratégia de relacionamento da ICANN para a América Latina e o  Caribe que foi apresentada durante o evento LACNIC 19 em Medellín. Este novo centro, segundo do seu tipo no mundo, vai funcionar na Casa da Internet em Montevidéu, Uruguai

por Pablo Izmirlian

Com o objetivo de aumentar a participação e melhorar seu relacionamento com os diferentes atores da comunidade da Internet da América Latina e o Caribe, a Corporação para a Designação de Nomes e Números da Internet (ICANN) apresentou no LACNIC 19 sua Estratégia de relacionamento da ICANN para a América Latina e o Caribe. “Devemos entender o plano como um plano para a região, dos diferentes atores envolvidos no desenvolvimento da infraestrutura crítica da Internet, mas do que um plano da ICANN”, diz Rodrigo de la Parra, Vice-presidente da ICANN para a América Latina, que moderou um painel sobre o assunto na tarde de segunda-feira 6 de maio, no segundo dia de atividades do LACNIC 19 em Medellín. “O que a ICANN fez foi apoiar a realização desse plano em termos administrativos, logísticos, mas no final, foi a comunidade quem desenvolveu o mesmo”, explica.

Por que era importante que você viesse a este evento para apresentar o plano estratégico?

Este plano é muito importante porque há muitas coisas muito bem feitas na América Latina, e grande parte do sucesso do desenvolvimento da Internet na região tem sido precisamente pelo trabalho destacado do LACNIC. Além de sua responsabilidade primária de ser um registro de endereços, o LACNIC tem se transformado em um líder em outras questões que referem ao desenvolvimento da Internet em geral. Além disso, é claro, está o trabalho de outras organizações como LACTLD, recentemente o LAC-IX e todas as que participam. Isso tem sido muito bom, mas ainda existem vários desafios. Do ponto de vista da ICANN, o diagnóstico é de que ainda há pouca representação de alguns grupos de interesse dentro da ICANN. Muitas das ações do plano estratégico estão direcionadas a tentar aliviar essa situação e promover a participação de grupos que ainda não participam de forma ativa. Hoje, por exemplo, não há nenhum registro de gTLD (generic Top-Level Domain) na região.

Existem algumas solicitações que estão sendo avaliadas, não sabemos quantas delas serão bem sucedidas ou não, mas já vão começar a ter genéricos. Há poucos registradores, que são o braço comercial e que têm relação direta com o usuário que quer registrar um domínio. Dos 1.000 existentes no mundo, apenas 19 são da América Latina, portanto há também projetos encaminhados para fomentar isso. Foram identificadas também algumas barreiras de participação na ICANN, como o idioma, o orçamento e outras.

A ICANN tem planos semelhantes a esse para outras regiões?

Somente existe hoje para a África e para a América Latina, e estão sendo desenvolvidas para Oriente Médio e a Ásia Pacífico. É um processo, e depende muito da velocidade com que a própria comunidade esteja disposta a fazer, porque são eles que realmente o desenvolvem. O plano está muito bem desenhado, falta agora o grande desafio da implementação. A ICANN, por sua vez, nessa estratégia de ficar mais próximo das regiões, tem um plano muito ambicioso de tirar o centro de gravidade que no começo estava nos Estados Unidos e movê-lo ao redor do mundo. São estabelecidas agora sedes da ICANN, com as mesmas funções, uma permanece em Los Angeles para servir às Américas, outra que abriu recentemente em Istambul, para servir à Europa e África, e a terceira será para a Ásia, em Cingapura. Tem uma lógica de fuso horário, são três headquarters espelho, vão fazer o mesmo. Mas também estamos abrindo centros de relacionamento regional, o primeiro foi anunciado para Beijing e o segundo, pelo qual estamos muito contentes, vai ser na região, para a América Latina e o Caribe.

Onde vai funcionar?

Vai funcionar em Montevidéu, na Casa da Internet da América Latina e o Caribe. O que tem conseguido o LACNIC e os outros membros da casa é único no mundo, não existe nada igual em outra região. Aqui na América Latina tradicionalmente tem se trabalhado muito bem, e a ICANN vem se somar a essa boa inércia, de comunhão entre as organizações, principalmente, da comunidade técnica da Internet. Em poucos dias já estaremos ai, vamos ter uma pessoa de tempo completo trabalhando nas comunicações e médios, justamente para fazer esse tipo de aproximação, produzir material de orientação para que as pessoas da região conheçam o que está sendo discutido na ICANN. Isso vai ajudar no seu envolvimento.

Estratégia regional com quatro frentes

“Foi desenvolvido um plano que tem quatro áreas principais: uma área de assuntos políticos, que tenta melhorar o relacionamento da ICANN com organizações regionais; outra de criação de capacidades, que é o novo termo para referir à capacitação e o treinamento, e ao alcance ou outreach, para chegar cada dia a mais pessoas; a terceira trata sobre aspectos operacionais, em que é incluído um componente importante da implementação adequada do IPv6; e por último temos uma de aspectos econômicos, que procura criar uma indústria na América Latina e o Caribe, um setor do DNS mais forte, mais importante, mais participativo”.

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